A orquestra

Uma orquestra é um agrupamento instrumental utilizado sobretudo para a execução de música erudita. As Orquestras fazem parte do mundo da música há muito tempo. Começaram com formações pequenas e hoje podem chegar a mais de 100 músicos fixos. Os tipos de Orquestras mais conhecidas são Orquestra de Câmara, Orquestra Sinfônica e Orquestra Filarmônica. A pequenas orquestras dá-se o nome de orquestras de câmara. A diferença entre Orquestra Filarmônica e Orquestra Sinfônica diz respeitos aos mantenedores: primeira é mantida por entidades particulares, enquanto a orquestra sinfonica é mantida pelo Estado. Existem várias Orquestras Sinfônicas no mundo. Infelizmente, no Brasil são poucos os recursos disponíveis para manter orquestras sinfônicas de qualidade. Algumas das principais Orquestras Sinfônicas no Brasil são a OSESP, a OSB, a OSUSP. Consulte as seções abaixo para saber mais sobre Orquestras Sinfonicas


Instrumentos da orquestra

Os Instrumentos de Orquestra estão agrupados em famílias ou naipes:

Normalmente, uma orquestra sinfônica é composta por mais de 100 integrantes, sendo que o violino é peça fundamental, sendo o naipe mais numeroso dos instrumentos da orquestra moderna. O piano, ao contrário do que muitos pensam, não é um integrante "efetivo" de uma orquestra , sendo usado, até o século XIX, principalmente em solos. Em alguns casos, uma orquestra pode incluir músicos freelancers para tocar instrumentos específicos que não compõem o conjunto oficial: por exemplo, nem todas as orquestras têm um harpista ou um saxofonista.
Confira nas imagens abaixo uma descrição de cada instrumento e seu posicionamento na orquestra:

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Entre estes grupos de instrumentos e em cada um deles existe uma hierarquia implicitamente aceita. Cada secção (ou grupo de instrumentos) provê um solista (ou principal) que será o protagonista dos solos e da liderança do grupo. Os violinos são divididos em dois grupos: primeiros violinos e segundos violinos — o que pressupõe dois principais. O principal dos primeiros violinos é designado como chefe não só de toda a secção de cordas mas de toda a orquestra, subordinado unicamente ao maestro, esse violinista é denominado spalla. Nos metais, o primeiro trompetista é o líder, enquanto que no sopro esse papel cabe ao primeiro oboísta.

O maestro

No início da orquestra, ainda não existia a figura do regente. Seja pelo tamanho reduzido dos grupos orquestrais (normalmente não mais que 20 ou 30 músicos), seja pela menor complexidade rítmica, normalmente não era necessária a regência, havendo apenas um líder do grupo que orientasse os ensaios, ou mesmo que coordenasse a execução a partir de seu próprio instrumento musical enquanto participava do concerto. Aponta-se o pioneirismo do compositor Lully (1632-1687), dirigente do famoso grupo dos 24 violinos do rei, na corte francesa de meados do século XVII, que costumava marcar o pulso batendo no chão com um pesado bastão. Além do inconveniente ruído que tal marcação ocasionava, esta prática levou à morte do compositor, devido a uma gangrena causada após ele ter atingido o próprio pé com o bastão durante a execução de uma obra. Mas o fato é que somente pela segunda metade do século XIX a figura do regente tornou-se comum. O aumento do tamanho das orquestras e também da complexidade rítmica das obras executadas levou ao fato de que tornava-se praticamente impossível executar certas obras sem o trabalho do regente. Este torna-se responsável por decisões de interpretação como andamento, caráter, instrumento ou voz a ser destacada em determinado trecho. Torna-se responsável também pela coordenação dos ensaios, o que o obriga a conhecer previamente e muito bem a totalidade da obra, para garantir a perfeita junção das partes de cada músico. Finalmente, torna-se responsável pela marcação do tempo e das entradas mais importantes durante a execução em concerto, função a mais aparente da atividade de um maestro.